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Palavra do Pastor

II Coríntios 12:19 - "Basta-te a minha graça, pois a minha força se aperfeiçoa na fraqueza."

O DEUS DO CARNAVAL
 
"O carnaval é uma das festas mais antigas da Terra e presente em quase todos os povos. Como pode tanta gente perder o juízo ao mesmo tempo, por quatro dias?" (Érika Sallun – Revista "Vida Simples").
 
Pastor Edson No carnaval, aqui no Brasil pelo menos, o povo esquece de tudo o que é importante por quatro ou mais dias (na Bahia começa antes e termina depois). A impressão que se tem é que a festa hipnotiza o povo para que este esqueça suas mazelas, a injustiça social, a fome, a violência e o espírito crítico. O carnaval é o ópio do povo. Alguém aí sabe me dizer o que é que se comemora no carnaval?
 
Muito mais que isso, o carnaval traz em si uma manipulação do subconsciente coletivo dos súditos do rei Momo, que os leva a viver quatro dias livres de regras. Todas as regras. Aliás, a única regra no carnaval é que não existem regras. E isso faz com que os foliões vivam os dias da festa, desculpe a dureza das palavras, como animais, cedendo a todos os estímulos carnais, saciando todos os loucos desejos, dando vazão aos devaneios da alma. E vão assim, dormindo apenas se desmaiar de cansaço, comendo quando a fome aperta, bebendo muito além da conta (se é que existe uma conta aceitável), fazendo muito sexo e dando muito beijo na boca. Usando e abusando de tudo e de todos de acordo com a conveniência. E a multidão vai, alucinada, tratando pessoas como objetos ou mercadorias e correndo atrás de suas canções pagãs que, conduzem a massa com os seus cortejos carnais. Feito zumbis, seguem com os rostos desfigurados pelo oportunismo do anonimato, obedecendo cegamente as ordens dos seus sacerdotes que pregam o que todos querem ouvir, que comandam a todos de cima dos trios elétricos, para desfrutar dos prazeres transitórios, do lança-perfume, do "eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também" e de "o que importa é curtir até a última gota de energia". É o reino dos prazeres, o império dos sentidos, o fim dos limites, a morte da razão. É como já diziam os versos do poeta popular: "carnaval é tomar banho no chuveiro da ilusão". É a manipulação do inconsciente coletivo que encontra acolhida nos ouvidos ávidos pela palavra de ordem que estabeleça o estado do vale tudo.
 
Mas a festa profana tem estatísticas aterradoras. Dos quase 200 mortos nas estradas brasileiras nesses dias, a maior parte foi provocada por ingestão de bebidas alcoólicas. A grande maioria dos homicídios tem suas vítimas entre 15 e 25 anos de idade e, durante o carnaval, as vítimas crescem assustadoramente. O carnaval é o período sazonal do tráfico de drogas e da propagação de doenças venéreas, inclusive a AIDS.
 
Máscaras de CarnavalQuantos jovens e adolescentes são iniciados nas drogas ou em tantos outros vícios? Quantos abortos acontecerão na semana seguinte, no mês seguinte? Quantas mortes por overdose? Quantos casamentos desfeitos? Quantos mortos, vítimas de balas perdidas que encontram suas vítimas em golpes certeiros? Quantos mortos em brigas de bêbados? Aliás, só para perguntar, há alguma coisa boa no carnaval?
 
É triste constatar que as pessoas fazem durante o carnaval o que não têm coragem de fazer nos outros dias do ano. E mais triste ainda é saber que cristãos participam desse verdadeiro culto ao prazer. O prazer é o deus do carnaval. Vale tudo para alcançá-lo, mesmo que por um momento, mesmo que a pesada conta seja apresentada depois.
 
É realmente impressionante como alguns cristãos conseguem participar tão confortavelmente, como se fossem de casa, de uma festa em que a influência demoníaca é tão densa, tão direta e tão óbvia.
 
Eu fico me perguntando se poderia passar pela cabeça de algum cristão alguma simpatia por essa festa chamada de festa da carne. O carnaval é uma festa que Deus não participa. É a festa da carne que conspira contra o Espírito. É uma festa em que a influência do Espírito Santo não está. É uma festa que celebra a ausência de Deus e da influência do Espírito.
 
O deus do carnaval é o hedonismo, a busca do prazer como razão maior. O carnaval legitima tudo o que ofende a Deus.
 
O carnaval tem o seu deus. E o deus do carnaval, que é o hedonismo, a busca do prazer a qualquer custo, não é um deus neutro. Não dá para participar sem se envolver e sem ser contaminado. O deus do carnaval não é neutro. Ele é, na verdade, um deus rival que disputa com o nosso Deus, o nosso coração. E qualquer pessoa que se dobre diante de um deles não poderá se dobrar diante do outro. O nosso Deus exige exclusividade absoluta. Ele não aceita corações divididos. Ele só aceita se for 100%.
 
E isso, eu creio, termina com qualquer negociação.
 
Pastor Edson Assis de Azevedo.
 
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