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Palavra do Pastor

Marcos 11:22 - "Respondeu-lhes Jesus: Tende fé em Deus."

Uzá e Obede-edom (intenções diferentes?)
 
Pastor Edson TEXTO CHAVE: II Samuel 6:11
 
Ficou a arca do Senhor em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o Senhor o abençoou e a toda a sua casa. Israel estava em trevas. Os inimigos haviam levado a arca do Senhor, que representava a própria presença de Deus no meio do seu povo. Por longos anos ela estivera na mão dos filisteus. Entretanto, o rei Davi ao assumir o trono, resolveu trazê-la de volta. O problema é que ele tentou fazê-lo à sua maneira e não à maneira de Deus.
 
1- O SENHOR NÃO SE CONVERTE À MANEIRA DAS PESSOAS EM TENTAREM SERVI-LO
 
O caso de Uzá, tão recente, demonstrava que o Senhor não se “converte” à maneira dos homens de tentarem servi-lo. Em Perez-Uzá, Deus deixou claro que não se pode trazer a sua presença sob a vontade da carne. Davi havia preparado um carro novo para levar a arca, não atentando para o fato que a glória de Deus e a santidade andam juntas. Ao desprezar a ordem divina de que a arca deveria ser conduzida sobre os ombros dos sacerdotes, ele colheu juízo. Por isso Uzá tombou naquele lugar. Um homem morreu ao tocar indevidamente na arca e aquilo foi um gesto de Deus batendo a mão na mesa e dizendo: “Se vocês me querem, tem que ser do meu jeito”.
 
Hoje, muitos estão fazendo a opção de Uzá, buscando um evangelho “ligth”, sem peso nos ombros, sem princípios, sem conformidade do a Palavra de Deus. O Senhor não está nisso! As pessoas de forma geral querem a presença de Deus, mas não querem pagar o preço para tê-la. Quase confundem espiritualidade com supersticiosidade e tratam Shekiná como se fosse um amuleto. Fazem carros novos para a arca, quando ela deveria ser levada nos ombros...
 
2- DEUS ABENÇOA SOMENTE ÀQUELES QUE TEM A CORAGEM DE SE ARRISCAR NUM COMPROMISSO RADICAL DE COLOCAR SUA VIDA E SUA CASA À DISPOSIÇÃO DO SENHOR
 
Aquele era um momento de grande responsabilidade e extrema oportunidade. A presença do Senhor que por tanto tempo estivera longe, agora estava ali, disponível. Um avivamento estava prestes a acontecer em Jerusalém, mas quem pagaria o preço por ele? É então que entra na história Obede-Edom, um homem disposto a não perder aquele momento. Quando ninguém queria arriscar-se num compromisso tão radical com Deus, ele abre as portas de sua casa e decide ser o modelo que aquela nação precisava...
 
Embora a Bíblia não fale muito sobre Obede-Edom, há uma pergunta que não se cala em meu coração: Porque Deus o abençoou tanto, enquanto sobre o bem-intencionado, mas descomprometido Uzá, trouxe morte?
 
Eu creio que Deus se agradou de Obede-Edom porque ele teve atitude e decidiu não perder a oportunidade de mudar a história de sua vida e de sua família. Muitas pessoas, como o jovem rico que se encontrou com Jesus e rejeitou seu chamado por estar apegado às coisas materiais, perdem a chance de entrar no “script” de Deus por ficarem titubeantes diante de uma proposta de compromisso radical com a fé e acabam se extraviando na vida. Obede-Edom, não. Ele decidiu que aquela era a sua grande chance de sair da mediocridade! De servir ao verdadeiro Deus!
 
Algo que me chama a atenção é o fato de que a identidade natural dele apontava para uma vida de problemas. Seu nome significa “servo de Edom” e os edomitas eram um povo amaldiçoado, descendentes de Esaú, alguém que vendera seu direito de primogenitura por um prato de repasto. Mais que isso, a Bíblia diz que ele era um “geteu”... Isso pode se referir a Gate, terra natal dos filisteus como Golias, ou mais provavelmente a Gate-Rimon, uma cidade levítica da terra de Dã. Então, ou ele era um cananeu sem raiz espiritual, ou um levita sem a presença do Senhor. No entanto, Obede-Edom, fosse um pagão sem herança de fé, fosse um religioso sem a glória de Deus, resolveu não perder a chance de mudar de vida!
 
Por entender isso. Ele abriu a porta de sua casa e envolveu sua família no propósito de receber ali a presença do Senhor. Diante do que havia ocorrido (a morte de Uzá por tratar a arca de uma maneira leviana) este homem poderia simplesmente manter a porta de sua casa fechada e não comprometer sua família, mas de alguma maneira ele sabia que o ambiente familiar é o predileto da glória de Deus. “Cada crente um ministro, cada casa uma igreja”... Parece até que Obede-Edom conhecia esta proposta!
 
Nós precisamos fazer de nossos lares um lugar para a glória de Deus. Tem que haver altares em nossa intimidade... A igreja de Jesus Cristo nasceu assim, no templo, mas também de casa em casa. Esta cidade será realmente transformada à medida em que mais lares se abrem para ser “casas de paz”, lugares onde existe busca, pregação, milagres, vida de Deus. Agora, é bom nos lembrarmos de que quando abrimos a porta da nossa casa para receber a arca, todos estarão olhando para lá. Não é possível viver um evangelho de incoerências. O que professamos, precisamos viver. Todo Israel, desde o rei até os menores servos, estava atento à casa de Obede-Edom e, ao final de três meses, todos ouviam falar de sua prosperidade por causa da arca.
 
3- A PRESENÇA DE DEUS SÓ PODE SER DESFRUTADA POR AQUELES QUE ACEITAM AS IMPLICAÇÕES DE UMA VIDA DE SANTIDADE
 
Sabe por que isso aconteceu? Porque este homem conhecia e aceitou as implicações de ter a glória de Deus dentro de sua casa. Ele organizou o seu ambiente familiar e pessoal em torno da arca, submetendo-se às regras de Deus para ser abençoado. O caso de Uzá, tão recente, demonstrava que o Senhor não se “converte” à maneira dos homens de tentarem servi-lo. Podemos deduzir que, se a presença de Deus destruiu Uzá, mas abençoou a Obede-Edom, foi porque este fez as coisas como o Senhor queria.
 
4- A PROSPERIDADE DO SENHOR É PARA AQUELES QUE ACEITAM GASTAR TEMPO PARA ZELAR A PRESENÇA DE DEUS
 
O evangelho “ligth” do descompromisso, da improdutividade, da irreverência, do “carro novo” não trará a glória do Senhor para nossa vida e para o nosso povo. Ao contrário, pode trazer maldição... O que precisamos agora é decidir oferecer os nossos ombros e fazer da presença do Eterno o centro da nossa vida. Se Ele abençoar nossa casa, todo o Israel saberá!
 
A intenção de Uzá era proteger a Arca da Aliança. Tal gesto parece ter sido automático, normal para quem estava ali com este objetivo. Provavelmente o fez com a melhor das intenções. Analisado em primeira instância, Uzá seria absolvido, mas apesar de possíveis jurisprudências, há pontos a serem ponderados por instâncias superiores. Deus sabe o que está por detrás dos nossos gestos mais nobres, e esse texto é um convite para este tipo de avaliação. “Que todos os seus atos sejam para a adoração a Deus, e isto, em espírito e em verdade”... Porque Deus sonda corações.
 
Deus nos abençoe em Cristo Jesus, Esperança nossa!
 
Pastor Edson Assis de Azevedo.
 
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